Browsing Category

Racismo

Bruno Dia a dia Juca Preconceito Racismo

#131- Comentários

NUNCA leia os comentários. A não ser que você esteja na página do Torta de Climão no Facebook. Lá os comentários são só amor quase sempre, tirando quando bolsominions vão parar por lá.

Aline Amizade Amor Ana Ativismo Azamigue Bruno Cultura POP Dia a dia Espaço do leitor Gabe Joana Jorge Juca Lino Machismo Mari Pajubá Pedro Preconceito Racismo Relacionamento Sexo Tomas

FDS- a primeira graphic novel do Torta de Climão


Climonas, querem ler a graphic novel do Torta de Climão online? Disponibilizei as primeiras 5 páginas no site Tapastic. “FDS- Torta de Climão” é a primeira graphic novel do Torta e tem mais de 80 páginas numa única história, contando como é o dia-a-dia de todos os personagens durante um fim de semana. Climão definitivamente não vai faltar. Pra continuar publicando as próximas página, preciso da ajuda de vocês! Ao atingirmos $50 de apoios mensais no meu Patreon, publicarei mais 5 páginas! Ajude a apoie com apenas $1 iniciativas culturais LGBTQ. Se nós, a comunidade LGBTQ não nos apoiarmos, quem vai? Só ajudando uns aos outros conseguiremos ter representatividade e visibilidade em espaços na mídia, cultura e sociedade! Leia as 5 primeiras páginas e apóie no patreon para que mais páginas sejam publicadas. Atualmente o apoio está em $13. Falta pouco para $50!


Leia aqui: https://tapas.io/series/FDS
Apoie aqui: https://www.patreon.com/krisbarz

Ativismo Cultura POP Espaço do leitor Machismo Pajubá Preconceito Racismo Realidade Sexo Vídeo

Saiba como o Torta de Climão surgiu

A 2a temporada do Torta de Climão no Youtube voltou e já tem 3 vídeos novos lá! www.youtube.com/c/TortadeClimao

Um deles é um curta mostrando como foi todo o processo de criação do Torta de Climão, desde 2012. A ideia inicial, o conteúdo, como é criar personagens LGBTs para os meus quadrinhos, lidar com críticas, contornar estereótipos e abordar assuntos à cultura e à comunidade LGBT brasileira.


.

.

Obrigado a todo mundo que apoiou desde o comecinho, agora vocês podem ver como foi todo o processo, as dificuldades e desafios desse projeto que eu amo tanto. Assista abaixo e inscreva-se no canal!

.

Artigos Ativismo Machismo Opinião Preconceito Racismo Realidade

Heteronormatividade, cultura, preconceito e mudança

Estou criando minhas tirinhas no café onde vou quase todas as manhãs. Uma mulher se aproxima e pergunta se pode pegar a cadeira extra da minha mesa pra levar para a dela. Prontamente, digo que sim. Depois de um tempo ela está indo embora, volta com a cadeira, me agradece e diz “estou trazendo de volta caso alguma menina bonita queira sentar do seu lado”. Eu sorrio e digo “na verdade um garoto seria bom”. Ela fica sem jeito, pede desculpas e diz que não deveria deduzir esse tipo de coisa. Eu falo que tudo bem e nós temos esse momento constrangedor de 5 segundos. Ninguém se ofendeu, ela tinha a melhor das intenções. Ela vai embora e eu volto ao meu trabalho.

O que aconteceu naquele momento é chamado de heteronormatividade. É a suposição de que a norma para a sexualidade das pessoas é heterossexual. Talvez isso aconteça porque estatisticamente a maioria das pessoas é heterossexual, mas há também um elemento de preconceito envolvido porque ser homossexual ainda é percebido como fora do padrão.

A heteronormatividade acontece em situações, níveis e de maneiras diferentes e, comumente, acha-se que ela é inofensiva. Em nossa sociedade, muitas vezes nossa sexualidade (e sua heterossexualidade compulsória) é decidida para nós antes mesmo de começarmos a desenvolvê-la. Isso acontece quando você diz que seu filho de 4 anos vai namorar ou casar com a filha do vizinho. Você faria tal suposição se o vizinho também tivesse um menino? Normas em nossa sociedade são comuns, mas isso não significa que não devamos tentar parar de reproduzir algumas delas.

Diferentes normas relacionadas a gênero e à sexualidade também se interlaçam. Da mesma forma, supõe-se que homens tradicionalmente masculinos não são gays, que mulheres que não se comportam de uma maneira tradicionalmente feminina são lésbicas ou que todas as mulheres sonham em casar, engravidar e ter filhos.

Todos esses pressupostos baseados em normas fazem parte de nossa cultura, sim. Todos nós pressupomos essas coisas em escalas diferentes porque nós crescemos com essa cultura. É um comportamento aprendido socialmente. Quando pressupomos baseados em uma norma, nem sempre se é intencionalmente preconceituoso, lgbtfóbico, machista e racista (certamente há exceções, mas eu não estou falando desse tipo de pessoa) e é aqui que a mudança tem que acontecer.

Não gostamos de admitir que temos comportamento preconceituoso ou privilégios e muitas vezes ficamos na defensiva quando somos informados disso. É importante não levar pro lado pessoal quando sua atenção é chamada, especialmente se você já se considera uma pessoa esclarecida e progressista. Você não precisa bater em um homossexual para ter comportamento homofóbico, assim como não precisa estuprar uma mulher para ser considerado machista ou querer a volta da escravidão para ser considerado racista. Esses preconceitos acontecem também de forma sutil, não apenas em seus extremos e é preciso tentar percebê-los.

Se você é um homem, as chances de ter comportamento machista são muito altas, mesmo se você for pró-feminismo. O mesmo vale para a sexualidade e raça. É a nossa cultura. Mas o que muitos não estão dispostos a aceitar é que a cultura é fluida e sempre foi. A cultura não constrói pessoas, as pessoas constroem a cultura (como disse de forma certeira Chimamanda Ngozi Adichie).

Mudar o comportamento nestas pequenas coisas exige esforço e é muito fácil ficar com raiva se você está do lado mais fraco, fora da norma. Canalizar a raiva é difícil, especialmente por conta daqueles que são intencionalmente preconceituosos, mas a empatia tem que vir de ambos os lados, porque algumas pessoas realmente não o fazem por mal. Se eles estiverem abertos o suficiente para te ouvir e refletir, vale a pena apontar um mau comportamento usando a sua empatia. Se você está num patamar de desconstrução que te permite perceber os preconceitos presentes na cultura, lembre-se de quando você ainda replicava certas suposições e preconceitos. Tendo em mente a cultura na qual a pessoa está inserida e tendo um sorriso em seu rosto, lembre-se que todos nós estamos inseridos nela de alguma forma.

A mudança acontece depois disso.

 

 

***
Quer ajudar o Torta a continuar criando tirinhas? Você pode ser o patrono do Torta de Climão, ler as tirinhas antes que todo mundo e  ter recompensas de acordo com a sua ajuda, inclusive sugerir temas para as próximas tirinhas! Apóie no nosso site do Patreon!

.

Artigos Opinião Preconceito Racismo Realidade

PEPSI e o mundo chato

A Pepsi lançou na semana passada o seu novo comercial, com a volta dos limoezinhos das propagandas de alguns anos atrás da marca. O tema foi como o mundo tá chato e ninguém pode falar mais nada que todo mundo se ofende. O vídeo está no youtube caso queira assistir.

É muito chato mesmo ter que pensar antes de falar, Pepsi, mas a questão não é ter que pensar se alguém vai se ofender com o que você fala, mas pensar se você vai ofender alguém quando falar. O mundo não ficou chato ou mais sensível, mas quem antes ficava calado aprendeu que só se consegue mudar o mundo exigindo respeito. A ofensa sempre esteve lá.
Trabalhar a empatia não é fácil, pois exige um esforço que pouca gente é ensinada: pensar no próximo. Mas a gente promete que vale a pena.

Kris Barz