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O Pajubá Ilustrado chegou!

Inhaííí! Esse é o primeiro post do Pajubá Ilustrado!

Esse dicionário ilustrado online vai apresentar verbetes desse dialeto LGBT brasileiro (mas de origem em línguas africanas como o iorubá) tão rico! Como toda língua, o Pajubá também está em constante mudança, por isso vamos explorar desde as palavras mais tradicionais até as mais atuais. Esse é um projeto coletivo. Uma mesma palavra pode ter significado variado de acordo com a região e diferentes regiões podem apresentar diferentes palavras com o mesmo significado. Por isso, também queremos ilustrar gírias LGBTs regionais que podem não pertencer ao Pajubá e pra que isso aconteça precisamos da sua ajuda! Existe alguma gíria LGBT da sua região que você não escuta em nenhum outro lugar? Manda pra gente por mensagem ou por email: tortadeclimaohq@gmail.com
Também precisamos de ajuda de pessoas que entendem de escrita fonética pra dar uma ajuda com verbetes futuros pra que as escritas estejam sempre corretas! Marque aquela sua amiga ou amigo que entende disso nessa mensagem ou se você é essa pessoa e quer ajudar, entre em contato!
Quer sugerir palavras que ainda não foram ilustradas? Deixe nos comentários ou mande por mensagem, de preferência com uma sugestão de descrição!

Precisamos preservar a cultura LGBT brasileira, principalmente em tempos mais espinhosos como os atuais. Somos fortes e sempre, além de resistir, criamos coisas maravilhosas graças à diversidade que nos constitui como comunidade. O Pajubá Ilustrado quer ajudar a manter viva e pulsante, de forma ilustrada, essa parte da comunidade LGBT: a forma como nos comunicamos.

Ajude o projeto compartilhando, convidando azamigue pra curtir a página e nossas outras redes sociais nos links abaixo!
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Johnny Hooker, Ney Matogrosso e as nuances

O pior problema desse auê Johnny Hooker X Ney Matogrosso não é necessariamente nada do que ambos declararam. É isso virar, assim como quase tudo na internet, um FlaxFlu (ou seria Katy/Tay?) sem fim, onde cada um escolhe um lado e execra o outro, ambos dizendo que a carreira do artista que “falou merda” acabou ou que não tem valor algum, assim como sua respectiva importância no cenário de luta LGBTQ. Ambos tem seus motivos para terem falado o que falaram e mesmo sendo de gerações diferentes, fazem parte de uma luta que pode ter mudado ao longo das décadas, mas que não deveria estar fragmentada.

Ney pode não saber o que um “não sou gay, sou ser humano” pode representar em um momento em que a representação com todas as letras e acrônimos é necessária? Talvez, mas isso não apaga a sua importância na quebra de barreiras de gênero através da suas performances. Podemos não concordar com o que ele falou, mas não exigir que ele exerça um papel de uma forma que ele não quer. Ele vai exercer o que ele quiser e tudo bem! É diferente de se ele tivesse falado que a militância é uma bosta e o ativismo não serve pra nada. No entanto, num momento em que temos LGBTQs de gênero fluido ou agêneros se empoderando para que vivam suas existências não artísticas de forma transgressora, a militância formal é importante, pois legitima suas vivências, sexualidades e expressões de gênero fora dos palcos, das Avenidas Paulistas e dos Leblons.

Johnny Hooker foi reativo e errou a mão ao fazer textão criticando Ney? Ao meu ver, sim, mas não errou rude. Em tempos de empoderamento e novas ondas conservadoras, reagir rápido é necessário. Mas o perigo de ser de uma geração que sofre uma influência da cultura de internet muito grande é justamente ter que expôr uma opinião na mesma velocidade que um apertar de “like” ou “angry”. Corre-se o risco de ser um pouco injusto também. É difícil entender quem “fala merda” quando a gente sente que aquilo nos atinge em cheio, mas militância às vezes é muito mais ouvir do que falar. Às vezes é saber ouvir do outro algo que a gente não concorda. Mas a geração militante infamemente tida como “lacradora/pisamenos” se empodera também na base da reação, pois parte da sociedade tem se mostrado extremamente conservadora, essa talvez também reativa à nova liberdade sexual e empoderamento de minorias sexuais e de gênero com muitos direitos ganhos em lei na última década.

O que não dá pra continuar é esse ame ou odeie internético pois eventualmente ele também se expressa fora do computador, dentro de grupos que deveriam estar especialmente unidos. Uma coisa é ser LGBTQ militante e fazer oposição ferrenha a Bolsomitos, mas gente, não elejamos inimigos públicos número 1 dentro da própria comunidade.

Esse “textão” pode estar muito em cima do muro pra você que tomou partido. Muitas vezes tomar partido é não apenas importante como necessário. Mas em tempos de binarismo de opinião, tentar enxergar nuances no lugar de absolutismos e diversidades ao invés de divergências é crucial quando a discussão está acontecendo dentro da própria comunidade.

 

Kris Barz Mendonça

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FDS- a primeira graphic novel do Torta de Climão


Climonas, querem ler a graphic novel do Torta de Climão online? Disponibilizei as primeiras 5 páginas no site Tapastic. “FDS- Torta de Climão” é a primeira graphic novel do Torta e tem mais de 80 páginas numa única história, contando como é o dia-a-dia de todos os personagens durante um fim de semana. Climão definitivamente não vai faltar. Pra continuar publicando as próximas página, preciso da ajuda de vocês! Ao atingirmos $50 de apoios mensais no meu Patreon, publicarei mais 5 páginas! Ajude a apoie com apenas $1 iniciativas culturais LGBTQ. Se nós, a comunidade LGBTQ não nos apoiarmos, quem vai? Só ajudando uns aos outros conseguiremos ter representatividade e visibilidade em espaços na mídia, cultura e sociedade! Leia as 5 primeiras páginas e apóie no patreon para que mais páginas sejam publicadas. Atualmente o apoio está em $13. Falta pouco para $50!


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